<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796</id><updated>2011-09-28T09:46:22.716Z</updated><category term='TVI'/><category term='Conservatório'/><category term='Música'/><category term='Teoria dos Jogos'/><category term='Discussão'/><category term='Rawls'/><category term='Econometria'/><category term='Física'/><category term='Igualdade'/><category term='Polítca'/><category term='Acordo Ortográfico'/><category term='Ensino Público'/><category term='Policronismo'/><category term='Monocronismo'/><category term='Gestão'/><category term='Liberdade'/><title type='text'>Broberry</title><subtitle type='html'>This is a blog mainly about trivia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-8496782935658606103</id><published>2009-12-11T12:17:00.016-01:00</published><updated>2010-01-06T19:10:16.460-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><title type='text'>O Habitual Fim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o final do semestre chega também ao fim este projecto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como inicialmente comecei por dizer, não havia uma ideia plenamente definida para aquilo que por aqui me propunha a fazer. Assim, dada a carga de trabalho [pouco simpática, diga-se!] das cadeiras que tive nestes últimos meses, acabei por publicar um texto por semana. Tentei diversificar os conteúdos sobre os quais fui escrevendo, embora, conceda, nem sempre tenha sido fácil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazendo um apanhado muito breve, aqui se falou sobre Política, Física, Igualdade, Liberdade, Economia, Econometria, Sociologia, Ensino, e Estratégia. Na maior parte dos casos, ficaram comentários úteis e interessantes por parte de quem por aqui passou. Nesse sentido, não posso deixar de a todos agradecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em gesto final, resta-me pedir desculpa por eventuais incorrecções ou incoerências em que tenha incorrido. Não foram, de todo, premeditadas. Quero também voltar a ressalvar que todos estes textos devem ser vistos como meros pontos de vista, jamais como tratados ou como ciência. Valorizaram-se as ideias e os conceitos, valorizou-se, acima de tudo, o grande privilégio que temos de poder discutir abertamente os mais variados assuntos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para todos vós, um óptimo 2010!!!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-8496782935658606103?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/8496782935658606103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/12/o-habitual-fim.html#comment-form' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/8496782935658606103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/8496782935658606103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/12/o-habitual-fim.html' title='O Habitual Fim'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-6979032075121755855</id><published>2009-12-04T22:49:00.020-01:00</published><updated>2010-01-06T04:39:25.918-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordo Ortográfico'/><title type='text'>Em Desacordo Com o Acordo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito hoje veementemente que tudo aquilo que sou, que a forma como penso, ajo e vejo, são claras manifestações da língua que um dia comecei por falar. Fi-lo, à semelhança de todos os outros, de forma inocentemente irreflectida. A meu ver, da melhor forma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kundera dizia que amava a multiplicidade de significados e conotações que uma só palavra podia ter, quando dita em diferentes línguas. Demonstrou-o aliás n'A Insustentável Leveza do Ser com a palavra "compaixão".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizia ele que, em todas as línguas derivadas do Latim, o vocábulo se forma com o prefixo «&lt;em&gt;com»&lt;/em&gt; e a raiz «&lt;em&gt;passio&lt;/em&gt;» que, na sua origem, significa sofrimento. Noutras línguas, como o checo, o alemão, ou, o sueco, a palavra traduz-se por um substantivo formado por um prefixo equivalente, seguido da palavra «sentimento» (em checo: &lt;em&gt;sou-cit&lt;/em&gt;; em alemão: &lt;em&gt;Mit-gefühl&lt;/em&gt;; em sueco: &lt;em&gt;med-kanslä&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente, o significado da palavra difere do primeiro grupo para o segundo. Assim, nas línguas latinas, «compaixão» significa que ninguém pode ficar indiferente ao sofrimento de outrem, ao passo que, nas restantes, o sentido da palavra é bastante mais lato: ter compaixão por alguém é poder viver com o outro não só a sua infelicidade mas também todos os seus outros sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A meu ver, falar uma língua de forma nativa é muito mais do que um valioso ponto a incluir no currículo. É, aliás, uma das maiores e melhores dependências que o Homem pode ter. Isso faz com que, mesmo aprendendo outros idiomas, nunca sejamos capazes de nos libertar da nossa língua materna. É quase instintivo procurarmos o que queremos transmitir no nosso idioma, e só depois iniciarmos o processo de tradução.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algum tempo atrás, imbuído pelo sentimento de revolta que o palreado "Acordo Ortográfico" despertou na minha humilde estrutura encefálica, decidi pensar no valor que tinha, para mim, saber falar e escrever Português. Evitando desde já rodeios e mentiras, não resisti ao lugar-comum da palavra "saudade". Cresci a ouvir dizer que em mais nenhum canto do mundo tal vocábulo existia, e sempre que deslizava o lápis para o escrever parava e olhava fascinado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prossegui e pensei [pensei em Português!]. Lembrei-me de tudo aquilo que me tinham dito para que fosse capaz de aprender tal língua; as regras (antes do "p" e do "b" vem sempre "m"), os sons ("lh", "nh", "rr"), as irregularidades (correr: corrido, ler:lido, morrer: morto), as peculiaridades ("exame" lê-se ezame, "óptimo" lê-se ótimo). Percebi, então, que havia uma admirável e imperceptível complexidade em aprender uma língua. Ali assim, numa fugaz reflexão, tinha entendido que a língua portuguesa me havia ensinado a respeitar regras, a ouvir os outros, a perceber excepções, a apreciar pequenos pormenores... Eram tudo realidades que associava com predominante frequência ao meu processo de formação enquanto cidadão do mundo, jamais como falante de uma língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, concluí que eu próprio me construí ao sabor do mecanismo que um dia comecei por aprender, novamente, de forma inocentemente irreflectida. Concluí que há beleza no estranho "x" de "exame", e que muita sabedoria se esconde por detrás do mudo "p" de "óptimo". Afinal, até na música há pausas, notas que lá estão e não se pronunciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali sentado, folheando o jornal, senti, então, que alguém estava a assinar um acordo em que consentia de forma tácita que eu deixasse de comigo mesmo me identificar. Ora, não podia estar mais em desacordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-6979032075121755855?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/6979032075121755855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/12/em-desacordo-com-o-acordo.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/6979032075121755855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/6979032075121755855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/12/em-desacordo-com-o-acordo.html' title='Em Desacordo Com o Acordo'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-3633523436548650681</id><published>2009-11-27T00:28:00.029-01:00</published><updated>2009-12-31T05:41:35.372-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria dos Jogos'/><title type='text'>Uma Estratégia Dominante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Um dos ramos mais interessantes da matemática aplicada é a &lt;span&gt;Teoria dos Jogos&lt;/span&gt;. Nela estudam-se, grosso modo, as interacções estratégicas que ocorrem quando vários agentes procuram optimizar o seu retorno numa determinada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A meu ver, trata-se de um poderoso mecanismo que, uma vez percebido, nos permite pensar de forma tremendamente interessante sobre qualquer interacção do quotidiano. Por conseguinte, será uma inegável vantagem competitiva para a obtenção de um maior retorno, independentemente da sua natureza (quantitativa, ou, qualitativa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos formais, os agentes são chamados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Jogadores"&lt;/span&gt;, e a situação que os faz interagir &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Jogo"&lt;/span&gt;; as decisões que cada um pode tomar são as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Estratégias"&lt;/span&gt;, ao passo que os respectivos retornos associados são os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Payoffs"&lt;/span&gt;. É ainda habitual falar-se em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Estratégia Dominante"&lt;/span&gt; como sendo a decisão que maximiza o retorno de um dos jogadores, independentemente da decisão tomada pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a sua sustentação prática, é legitimamente expectável que possamos aplicar diariamente os conceitos da Teoria dos Jogos em quase todas as situações que nos chamam a  interagir. É, aliás, nesse sentido que o texto desta semana reconhece fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo que todos somos aconselhados a transmitir o nosso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feedback &lt;/span&gt;em relação a algo. Assim acontece com a família, com os amigos, ou mesmo, com a escola. No entanto, se nalguns casos é aparentemente óbvio que nada temos a perder em expressar a nossa opinião, noutros o cenário muda de aparato. Agarrando um exemplo "pré-cretácico", pensemos na apresentação de um trabalho à turma, no meio académico. Aquilo que todos estamos habituados a constatar é uma predominância absoluta de comentários positivos face à prestação do indivíduo X ou do grupo Y. Assim sendo, e no sentido de contrariar tal tendência, os professores começam a induzir a necessidade de se apresentarem críticas, ou se quisermos, comentários menos simpáticos. Para criarem um perceptível ambiente de segurança na audiência, citam lugares-comuns ou profundas palavras de sapiência. Por entre esta ou aquela hesitação, as famigeradas críticas começam a surgir, e assim se estabelece o saudável clima de aprendizagem. Nem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, várias questões se colocam ao potencial interveniente: (1) Deverá, ou não, participar na discussão e dar o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feedback&lt;/span&gt;? (2) Caso opte por participar, será melhor deixar um comentário de congratulação ou de oposição? Não surpreendentemente, a Teoria dos Jogos tem uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atacarmos a questão, formalizemos o problema. Por aplicação directa dos conceitos anteriormente expostos, faça-se: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Jogo"&lt;/span&gt; - discussão do trabalho; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Jogadores"&lt;/span&gt; - (1) aluno que apresentou o trabalho, e (2) aluno que se propõe a apreciá-lo; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Estratégias"&lt;/span&gt; - Para o Jogador 1: receber com agrado o comentário, ou, não receber com agrado o comentário; Para o Jogador 2: dar feedback, ou, não dar feedback.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando o nosso processo, procuremos agora aquilo que nos serviu de motivação inicial: o retorno, aliás, optimizar o retorno. Assim, caso optemos por não participar na discussão, o nosso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Payoff" &lt;/span&gt;será nulo (Zero), já que não há espaço para uma recepção positiva ou negativa por parte do outro jogador. Caso optemos pela segunda estratégia (dar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feedback&lt;/span&gt;) o nosso payoff poderá, então, ser diferente. Perante uma recepção com desagrado, este será certamente negativo (em termos pragmáticos, criámos uma potencial inimizade), ao passo que uma recepção com agrado nos poderá, aparentemente, trazer um resultado positivo (conquistámos a simpatia de alguém). No entanto, relembrando que comentários simpáticos são vistos como normais e "esperados", o mais realista será mesmo assumir que, perante tal situação, o retorno não será mais do que nulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando tudo em sintonia, eis a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Estratégia Dominante"&lt;/span&gt;: não dar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feedback&lt;/span&gt;, já que, independentemente daquilo que acontecer do outro lado, o melhor é, sempre, não dar opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, fiquem a saber: a menos que do lado de lá esteja a vossa clarividente cara-metade, por quem valha o esforço emitir um parecer simpático como parte inabdicável do processo de sedução, joguem pelo seguro e fiquem calados. Por outras palavras, lembrem-se da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teoria dos Jogos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-3633523436548650681?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/3633523436548650681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/csjfosafocfj.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3633523436548650681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3633523436548650681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/csjfosafocfj.html' title='Uma Estratégia Dominante'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-8848221643824543863</id><published>2009-11-20T23:18:00.013-01:00</published><updated>2009-12-08T18:31:00.852-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conservatório'/><title type='text'>Aprender a Não Ensinar Assim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tive simultaneamente a sorte e o privilégio de ser ensinado por dois fantásticos professores de Clarinete. Foram pessoas que marcaram a minha vida de forma subtilmente imperceptível e com as quais estarei eternamente em dívida. Se de nada mais este texto servir, ficam o meu reconhecimento e agradecimento aos professores Fernando Raínho e António Rosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos 12 ou 13 anos de idade não há muito espaço para metafísica ou palavras sábias na nossa cabeça. Pelo menos, julgo que assim comigo acontecia. Normalmente, aquilo que identificava como estranho ou potencialmente complexo, guardava numa arrumação, na esperança de um dia vir a entender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No outro dia, quando falava com uns colegas, à hora de almoço, acerca da escola e da forma como tínhamos feito o nosso percurso académico, lembrei-me dos meus tempos de Conservatório, em Aveiro. Lembro-me que era uma casa onde toda a gente se sentia bem. Onde não se percebia qualquer réstia de tédio ou desmotivação. Onde as pessoas estavam muitas vezes até às 22:00 depois de um já longo dia na escola, e onde ninguém se importava de ter aulas ao Sábado às 8:00. Posto isto, saltou-me à mente o 1º momento de avaliação do meu 1ºgrau com o meu 1º professor de Clarinete. Estávamos em Dezembro e era a minha última aula do trimestre. Entrei na sala às 18:00 como era habitual, e ele pediu-me para não preparar o Clarinete, porque íamos falar apenas. Puxei uma cadeira e sentei-me em frente a ele. Abriu um dossier e de lá puxou uma folha de papel, toda escrita, cheia de números e pontos de exclamação. Disse-me: "Sabes o que é isto?", e eu respondi que não. Continuou: "Isto, é a tua folha de aluno. Tenho aqui todas as notas de todas as tuas aulas. E no final, tenho a tua média... Sabes o que vou fazer com isto?", ao que eu voltei a responder que não. Logo a seguir, começou a rasgar a folha de forma aleatória e colocou tudo no lixo. Perguntou-me: "Gostas de música? De tocar Clarinete? Gostas mesmo?". Disse-lhe que sim e ele concluiu: "Óptimo, então não vamos precisar daquela folha para nada!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na altura, julgo não ter percebido toda a mensagem. Mas entendi que o que importava era gostar daquilo que fazia. Então, dei por mim no meu 5ºgrau, 12º ano na escola, a tocar simultaneamente no Quarteto de Clarinetes que ensaiava à 4ªfeira das 18 às 20, no Octeto de Sopros à terça das 19 às 21, na Orquestra de Clarinetes à 5ª das 19 às 21:30, e, sempre que podia, na Banda Sinfónica ao Sábado das 10:30 às 13:30. Assistia simultaneamente a duas turmas de Formação Musical - 4ª e Sábado - e tinha também Coro à 2ª das 18 às 20. Sabia que o 12ºano era obviamente decisivo, mas nunca abdiquei um dia só de ir ao Conservatório.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na escola nunca foi assim. Nem comigo, nem com a esmagadora maioria das pessoas que conheço - e isso mesmo estávamos a discutir enquanto almoçávamos. Gostava, regra geral, de todas as matérias e daquilo que aprendia, mas não via as coisas da mesma forma. Estar na escola não era uma grande motivação, e sempre que tinha um furo apanhava o autocarro e ia estudar para o Conservatório. Mas também os meus colegas me iam dizendo o mesmo - não gostavam verdadeiramente de andar na escola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de estarmos algum tempo à conversa, percebemos que há uma grande crise de valores no ensino tradicional. Valorizam-se as mecanizações e os resultados finais, mas não o processo de aprendizagem. Não se estimula o "gostar de estudar", mas antes o trabalhar muito para o teste Z. Não se premeia aqueles que aprendem, mas sim os que fazem, e de preferência de forma rápida e sem pensar muito. Criam-se marionetas de malabarismos eficientes, criam-se essencialmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;robots&lt;/span&gt; engenhosamente programados, mas não se lhes transmitem os mecanismos do pensamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na música é usual dar-se primazia à "forma de dizer" e não ao "dizer", e isso faz toda a diferença. Na escola, é exactamente o oposto. Tendem a ser valorizados os que dizem ao invés de o também serem aqueles que sempre se preocuparam com a forma de dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A meu ver, tudo isto leva a que os alunos se sintam desmotivados, entediados e cansados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Honestamente, ainda bem! É sinal de que são saudáveis!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-8848221643824543863?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/8848221643824543863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/aprender-nao-ensinar-assim.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/8848221643824543863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/8848221643824543863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/aprender-nao-ensinar-assim.html' title='Aprender a Não Ensinar Assim'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-6275092722487737771</id><published>2009-11-13T15:58:00.026-01:00</published><updated>2009-11-22T02:39:22.891-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policronismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monocronismo'/><title type='text'>O Ilustre Paradigma da CP</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há já muito tempo que acho que a CP (Comboios de Portugal) daria um apetecível &lt;em&gt;case study&lt;/em&gt;. Contrariamente ao que se possa pensar, o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;target&lt;/span&gt; não se extinguiria estritamente nas áreas mais analíticas (como a Economia ou as Finanças), podendo e devendo ser alargado às ciências tradicionalmente humanísticas (como a Psicologia, a Sociologia ou a Antropologia).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando em 2007 troquei Aveiro por Lisboa, comecei a ser um assíduo cliente da CP. Viajo, regularmente, à Sexta e ao Domingo nos Intercidades das 19:30 e 17:30, respectivamente. Apesar de já o saber de antemão, pude confirmá-lo na primeira pessoa: o comboio chega sempre atrasado. Para que se possa perceber a extensão do "sempre", deixo uma amostra pouca aleatória, mas claramente significativa: nas últimas 20 viagens que fiz, cheguei 20 vezes depois da hora estabelecida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhando para os dados, a primeira coisa que me vem à cabeça é: "Porra, por que é que não mudam os horários???" Aparentemente, é a solução mais sensata. Se nunca conseguem fazer o percurso Lisboa-Aveiro em 2 horas e meia, então, talvez seja melhor estabelecerem uma nova duração, que contemple o atraso médio por viagem - algo como 2:45. Mesmo em termos estratégicos, o posicionamento da CP é absurdo. A maior parte dos clientes não confia minimamente no rigor do serviço que lhes é prestado - o que podia ser francamente evitado com a política que proponho. Afinal, ninguém se importaria de demorar mais 15 minutos a chegar ao seu destino e, simultaneamente, abolia-se a frequente contestação que se faz sentir nas carruagens sempre que o monocórdico aviso é feito pelo maquinista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, o problema não reside na duração da viagem, mas sim no atraso. As pessoas ficam impacientes e insatisfeitas por saberem que alguém está a faltar ao prometido. É algo natural e humano, algo espontâneo e não obrigatoriamente racional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, que razões poderão justificar o problema da CP? Eu não as sei, e dificilmente alguém que não esteja dentro da indústria as poderá saber. Ainda assim, sempre associei à empresa uma certa ideia de ineficiência e desorganização, hipoteticamente justificadas pelo seu carácter estatal. No entanto, ressalvo que não assumo qualquer relação directa de necessidade ou suficiência entre estas realidades. Pragmaticamente, sempre me baseei em causas ligadas ao desempenho e, portanto, resolúveis em termos estruturais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo, quando alguém me fez relembrar um artigo da &lt;em&gt;"Science &amp;amp; Vie" &lt;/em&gt;que li algures no meu 12ºano, percebi o quão errado poderia estar. Afinal, a justificação pode residir na nossa percepção do tempo. Grosso modo, existem 2 formas de o entender, que acabam por evidenciar dois diferentes tipos de culturas: as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;monocrónicas&lt;/span&gt; e as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;policrónicas&lt;/span&gt;. Numa cultura &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;monocrónica&lt;/span&gt;, o tempo é percepcionado como uma linha única, não havendo, portanto, lugar a desvios. Para que melhor se perceba a ideia, tomemos um exemplo: Se uma pessoa pertencente a uma cultura monocrónica sair de casa com vista a chegar à hora X ao local Y, manter-se-á focada no seu percurso, evitando motivos de desvio que lhe apareçam (como por exemplo, encontrar um conhecido e com ele ficar a falar). Assim sendo, será muito menos provável que neste tipo de cultura as pessoas se atrasem, dado que nunca saem da linha de tempo (única!) que as guia. Por outro lado, apresentam-se as culturas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;policrónicas&lt;/span&gt;, para as quais, por oposição, o tempo é entendido como múltiplas linhas paralelas. Isto significa que os desvios são incorporados e aceites como normais. Pegando no nosso anterior exemplo, uma pessoa de cultura policrónica abandonará a linha que a conduz ao local Y à hora X sempre que encontrar um bom motivo para o fazer, saltando, para isso, para outra linha de tempo completamente diferente. Ora, isto justifica o facto de, tipicamente, se chegar atrasado em países policrónicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bons exemplos da primeira descrição são os países Escandinavos, ao passo que os países Latinos se enquadram na segunda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sendo a CP uma pura empresa Portuguesa - cultura claramente policrónica -  e uma viagem de comboio uma fonte privilegiada de desvios fáceis de linha temporal, faz todo o sentido que esta não se paute pela pontualidade. Aliás, vendo as coisas desta forma, só temos de estar contentes com a grande dádiva de conseguirmos chegar atrasados!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-6275092722487737771?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/6275092722487737771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/o-case-study-cp.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/6275092722487737771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/6275092722487737771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/o-case-study-cp.html' title='O Ilustre Paradigma da CP'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-4112631862055874013</id><published>2009-11-06T22:35:00.016-01:00</published><updated>2009-11-13T00:10:05.926-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Econometria'/><title type='text'>O Homo Econometricus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Estatística é, grosso modo, uma ciência matemática que se dedica à recolha, tratamento, e análise de informação. Embora não seja efectiva uma localização temporal da sua génese, muitos autores assumem que o seu real aparecimento se insere em meados do século XVII.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para um estudante de Economia ou Gestão, trata-se de uma das mais desafiantes disciplinas ao longo da licenciatura, sendo, indubitavelmente, uma fonte privilegiada de pautas finais em forma de número de telefone. Em termos pragmáticos, há coisas mais fáceis de estudar! No entanto, e falando a tom pessoal, é algo tremendamente interessante, não apenas por utilizar de forma harmoniosa a matemática, mas também por adquirir, em grande parte das situações, uma enorme natureza intuitiva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Estatística é caracterizada, a meu ver, por se sustentar em hipóteses bastante complexas, mas, simultaneamente, sensatas. Por outro lado, de modo antitético, temos a Economia: hipóteses geralmente simples e geralmente irrealistas [o blogspot não me deixa escrever "estúpidas"].&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ironia do destino, acontece que muitos economistas se deixam envolver pela Estatística, e, então, começam a inventar menus novos: Economia + Estatística. Assim sendo, eis que nasce a 8ª maravilha do planeta: a Econometria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, o que se poderá esperar de uma junção entre coisas complexas, simples, sensatas e estúpidas? A resposta certa é: coisas ainda mais complexas e ainda mais estúpidas. Qualquer estudo económico que se faça, independentemente da finalidade que o identifique, tem de incluir uma boa análise econométrica. Se os resultados saírem desajustados, é fácil: incluem-se variáveis novas e manipula-se o R da regressão (grosso modo, valor indicativo da qualidade do estudo). É um 2 em 1: matemática dura para dar um ar profissional ao trabalho, e hipóteses económicas para tentar provar qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, nenhum mal daqui adviria ficasse a Econometria fechada nos papers, nas faculdades, ou, nos relatórios dos Bancos Centrais. O problema aparece quando as empresas começam a encomendar estudos de mercado e baseiam as suas decisões em processos estritamente estatísticos ou econométricos. E por quê? Porque, segundo a minha humilde experiência de leitor dos jornais da ribalta económica, o mercado não parece gostar muito dos ditos estudos. Desconfio até que as pessoas respondem propositadamente de forma errada só para depois dizerem: "Mais um falhanço da estatística. Este tipos são piores do que os senhores da Meteorologia"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não obstante o facto de serem frequentes e crassos os erros de previsão de mercado, as empresas continuam a basear muitos investimentos naquilo que intervalos com grau de confiança de 95% dizem. A questão que se coloca é: então para que servem os estudos de mercado? A reposta é, para mim, bastante trivial. Um grupo diversificado de gente inteligente, em volta de uma mesa redonda, consegue, certamente, bater a maior parte das previsões que se fazem. Não digo que sejamos cegos à Econometria ou à Estatística (na verdade, importam e muito!), mas devem ser vistas como instrumentos, como meios, e jamais como um fim. Afinal, apesar de serem disciplinas difíceis e complexas, não têm, que se saiba, olhos, nem pensam autonomamente, coisa que o ser humano faz de forma admirável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles de vós que estão neste momento a pensar que tudo isto são fetiches meus, desenganem-se. Várias experiências baseadas em desempenhos do mercado financeiro indicam que os resultados ao longo do tempo são francamente aleatórios, não muito diferindo dos resultados associados ao lançamento de uma moeda. Outro exemplo muito interessante é o da Apple, com o iPod. Antes deste ter sido lançado, vários estudos encomendados pela empresa indicavam um potencial nº de unidades vendidas (no longo prazo) que, na realidade, se ultrapassou em menos de 1 ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mercado empresarial deixa-se, consistentemente, ludibriar pela paradoxal incerteza dos números. Aquele que, até há bem pouco tempo, era conhecido como o Homo Economicus - racional decisor, detentor de perfeita informação, "maximizador" de utilidade - passa agora a ser substituído pelo Homo Econometricus. Por outras palavras, deixámos de recorrer a &lt;em&gt;Lagrangeanas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Hessianas&lt;/em&gt; à medida que enchemos o carrinho de compras no Continente, para utilizar regressões múltiplas e testes de Durbin-Watson enquanto decidimos se arriscamos, ou não, no Euro-milhões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-4112631862055874013?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/4112631862055874013/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/o-homo-econometricus.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/4112631862055874013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/4112631862055874013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/11/o-homo-econometricus.html' title='O Homo Econometricus'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-3283420082323025950</id><published>2009-10-30T21:58:00.014-01:00</published><updated>2009-11-03T21:22:07.770-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino Público'/><title type='text'>Escola S.A.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa das muitas reportagens que as televisões exibiram para resumir os últimos 4 anos de Governo PS, focava-se a gigantesca manifestação de professores que teve lugar em Lisboa, junto ao Marquês. Por entre a multidão, lia-se num cartaz: "A escola não é uma empresa!". De resto, basta &lt;em&gt;"googlar" &lt;/em&gt;a expressão e os resultados são evidentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, decidi começar a pensar naquela frase, e em que medida podia, ou não, ser considerada válida. Lembrei-me logo das escolas privadas, e rapidamente concluí que algo ali estava errado. Afinal, ao criar um colégio, não estaria alguém a tentar maximizar o lucro de uma empresa? A mim, parece-me que sim!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tentando não me saciar com o facilitismo da questão, decidi analisar os conceitos e os factos, de forma a enquadrar a escola &lt;strong&gt;&lt;u&gt;pública&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; num contexto microeconomicamente correcto de empresa. Assim sendo, comecei por enunciar os principais pontos a focar: o produto, as quantidades, o preço, os custos, as receitas,o lucro, e os objectivos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meu humilde modelo, os alunos seriam o &lt;strong&gt;Produto&lt;/strong&gt; da empresa. Por quê? Porque, partindo da definição microeconómica, seriam algo obtido através da conjugação de inputs (i.e.: pessoas sem conhecimento, capital, tecnologia, trabalho) e que sofreriam um processo de transformação ao longo do tempo (aulas, testes, exames, debates), culminando, finalmente, num verdadeiro aluno com X habilitações literárias. As &lt;strong&gt;Quantidades&lt;/strong&gt; seriam, por consequência, o número de alunos "produzidos" em cada ano lectivo. De seguida, olhando para o &lt;strong&gt;Preço &lt;/strong&gt;como a disponibilidade marginal a pagar por cada produto, assumi que deveria ser visto como a média de cada aluno. Isto, porque, tipicamente, alunos com médias mais altas atingem cargos mais elevados e com remunerações mais expressivas. Simultaneamente, se as notas forem um bom indicador da qualidade do aluno, então, continua a fazer sentido achar que o "preço do aluno" é a sua média. No que diz respeito aos &lt;strong&gt;Custos&lt;/strong&gt; da nossa empresa, muitos e evidentes são eles: salários dos professores e dos auxiliares, material escolar, água, luz, telefone, transportes, etc. No lado da &lt;strong&gt;Receita,&lt;/strong&gt; apesar da coisa ser mais drástica, também há algo dizer: propinas dos alunos, vendas no bar, vendas na papelaria, organização de eventos, etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No final do dia, eis que chega a parte mais aliciante da empresa: o &lt;strong&gt;Lucro. &lt;/strong&gt;Neste sentido, importa agora perceber que estamos no domínio público e, como tal, talvez não estejamos interessados em fazer as contas à boa moda antiga: Lucro = Receitas (típicas) - Custos. Por quê??? Porque as receitas de uma escola pública devem, a meu ver, ir muito além das propinas, das vendas do bar e da papelaria, ou mesmo da organização de eventos. Incluindo no modelo, mais uma vez, a &lt;em&gt;boa&lt;/em&gt; teoria microeconómica, as Receitas são: Preço x Quantidades. Ora, pegando nas definições que fiz inicialmente destes 2 pontos, a Receita será dada por: Média dos Alunos x Quantidade "Produzida" de Alunos. Posto isto, o &lt;strong&gt;Lucro &lt;/strong&gt;verdadeiro de uma escola pública deverá ser: Receitas (como as definimos) - Custos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se assim for, o &lt;strong&gt;Objectivo &lt;/strong&gt;da empresa será maximizar o valor da expressão anterior, pelo que, todos estaremos interessados em produzir muitos e bons alunos, obviamente assumindo que a média é um indicador fidedigno da qualidade do aluno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de toda esta enfadonha análise, uma interessante conclusão me saltou à vista. Afinal, o cartaz estava errado: a escola é mesmo uma empresa! Se todos tentarmos maximizar o lucro desta forma, ela será, aliás, a maior e melhor empresa do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-3283420082323025950?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/3283420082323025950/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/escola-sa.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3283420082323025950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3283420082323025950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/escola-sa.html' title='Escola S.A.'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-3249339368351665633</id><published>2009-10-23T22:42:00.018Z</published><updated>2009-10-25T14:46:05.956-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>Um Trampolim Chamado Liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que andamos todos doidos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abro o jornal e leio títulos afrontosos, ligo a televisão e vejo uma onda de suicídios em massa, acedo à Internet e conheço difamadores, pego num livro e leio Deus apelidado de filho da puta... Afinal, o que vem a ser isto? De quem é a culpa???......[De ninguém!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivemos a maior mentira dos últimos tempos. Achamos que a Liberdade é uma invenção super-sónica da Tomada da Bastilha e usamo-la como um trampolim. Não importa o que dizemos, não importa o que fazemos, não importa quem magoamos, não importa quem matamos, tudo é Liberdade...Somos livres, fazemos o que queremos porque somos livres! Deixámos de ponderar, deixámos de planear, deixamos de reflectir, deixaremos, um dia, de pensar... Porque já não é preciso! Quem é o estúpido que pensa o que diz quando é livre??? Quem é o retrógrado??? Liberdade é dizer o que se pensa, jamais pensar o que se diz! Liberdade é isto e aquilo, Liberdade é tudo, e tudo é Liberdade!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ser humano criou a lâmpada para se livrar da escuridão, para poder ver mesmo quando o Sol se escondia. Depois, criou luzes tão, tão luminosas que hoje as usa para encandear quem lhe apetece. E o mesmo acontecerá com a Liberdade. Aquilo que se nos apresentou como uma dádiva começa a transformar-se num pesadelo. Esquecemo-nos de deveres e só invocamos direitos. O super-hiper-mega direito à Liberdade está em tudo o que se faz, e isso é que importa. Os deveres são uma chatice - o respeito pelo outro estava na Revolução de 1789 mas perdeu-se na viragem dos séculos. Ao que parece, o nosso espaço é infinitamente grande.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, tudo isto é, indubitavelmente, uma coisa muito preocupante! As pessoas acham que podem dizer tudo o que lhes apetece sob o véu inquestionável da Liberdade. Isto é absurdo, completamente repugnante, e um ataque premeditado à dignidade humana. Por muito que custe ouvir, ninguém nasce com o direito de dizer tudo o que quer, nem aqui, nem em lado nenhum. Temos de entender que antes de seres livres, somos seres humanos, com forças e fragilidades, com sentimentos e expressões! Usar a Liberdade para colocar em causa o que nos caracteriza é aberrante e contra-natura. Não podemos desrespeitar e ferir indiscriminadamente aqueles que nos são semelhantes só porque nos apetece, só porque achamos que podemos, só porque achamos que sim. Ser livre é ser responsável, é ter bom-senso. Ser livre é saber ser livre!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Liberdade deixou de ser um instrumento de verdade e progresso para se transformar numa arma destrutiva. Deixou de ser um mecanismo de protecção para ser uma fonte de ataques. Matámos para sermos livres, e continuamos a matar porque achamos que somos livres de o fazer. O que aconteceu na France Telecom é uma manifestação real daquilo que digo. Pensa-se que tudo se pode dizer, que tudo se pode exigir, e não é assim!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A meu ver, com tanta estupidez em todo o lado, deixámos de ter percepção do espaço do outro, e olhamos em nosso redor como se num deserto estivéssemos, o que é uma patética visão da sociedade. O respeito e o bom-senso são, cada vez menos, ingredientes da expressão verbal. Vivemos ofuscados pelo significado ilegítimo que quisemos atribuir a uma palavra, e transformámos a sociedade numa selvajaria sem nome, onde cada um diz o que pensa sem pensar, primeiro, no que diz. Tudo isto porque nos queremos convencer que podemos dizer tudo o que nos dá na real gana, e assim, de forma fugaz e irreflectida, passámos do 8 ao 80 sem perceber a importância da moderação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A Liberdade talvez ainda vá sendo a possibilidade que tenho de escrever abertamente este texto, mas não tardará o dia em que isto deixe de ser verdade...Só porque outro ser humano se convenceu que tem a &lt;span style="font-size:100%;"&gt;liberdade&lt;/span&gt; de me tirar a minha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Liberdade&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-3249339368351665633?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/3249339368351665633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/um-trampolim-chamado-liberdade.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3249339368351665633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3249339368351665633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/um-trampolim-chamado-liberdade.html' title='Um Trampolim Chamado Liberdade'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-3831738146223239990</id><published>2009-10-16T16:43:00.020Z</published><updated>2009-10-25T14:46:39.872-01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igualdade'/><title type='text'>Uma Equação de Membros Desiguais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores professores que tive até hoje dizia-me há pouco tempo, enquanto falávamos num corredor da faculdade, que cada vez mais achava que as pessoas eram estúpidas. Na altura, tomei aquela frase como mais uma prova do seu bom humor, e fiquei-me por ali sem sentir necessidade de a processar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um assunto sobre o qual muito se tem escrito e debatido é a igualdade entre géneros, não apenas no tradicional sentido lato, mas também numa acepção mais específica. Parando um pouco para reflectir, afinal, o que penso eu de tudo isto??? Bem, penso que o meu professor tem toda a razão! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para mim, homens e mulheres não devem, jamais, cair na estupidez de se quererem igualar, porque são seres completamente diferentes. Partilham a mesma concepção biológica, quer em termos originários, quer em termos microscopicamente estruturais, mas são inegavelmente diferentes. Claro que não coloco, nem posso conceber colocar, qualquer tipo de distinção entre os direitos de uns e de outros. Quero eu dizer que ambos devem ser tratados exactamente da mesma forma enquanto cidadãos, isto é, devem ser vistos com os mesmos olhos pela Constituição, Justiça, Educação, Saúde, etc etc. Em termos pragmáticos, um homem deve ser absolutamente indistinguível de uma mulher em todas as matérias que envolvam a condição humana, a dignidade, a personalidade jurídica, e tudo o resto que não se anule com aquilo que escreverei de seguida. Neste sentido, o trabalho e evolução que se têm feito parecem-me claramente louváveis e producentes - e muito mais há ainda a fazer pelo globo fora, como facilmente percebemos olhando para o Médio Oriente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as coisas têm, a meu ver, tomado um rumo bacoco e obsessivo. Apesar das oportunidades deverem ser virtualmente iguais para os dois sexos, a concretização prática desta proposição não faz qualquer sentido. Os homens são, regra geral, seres física e mentalmente mais fortes, e estão preparados para desempenhar tarefas para as quais as mulheres não estão. Deixo um exemplo bem concreto: a oportunidade de obter uma posição numa empresa de construção civil deve estar em aberto para todos, mas isso não implica que as mulheres devam agora começar massivamente a ser trolhas, por variadíssimas razões - muitas delas salvaguardando mesmo a sua segurança e saúde. Estabelecendo uma análise paralela para o sexo masculino, também os homens devem entender que muitas profissões não se lhes adequam, apesar de, novamente, lhes deverem ser alcançáveis. Deixando um exemplo, os cargos de educação infantil devem ser privilegiadamente dirigidos ao sexo feminino, por serem as mulheres bastante mais sensíveis e dotadas de mecanismos paternais do que os homens. De modo a que fique bem claro, os homens não são melhores nem piores do que as mulheres - são DIFERENTES! Quero também afirmar que sou, publicamente, contra qualquer movimento sexista, independentemente de quem o conduz. Para mim, machismo e feminismo são coisas completamente infantis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Consigo adivinhar que muita gente esteja agora a pensar: "Ah, mas eu tenho uma amiga que é óptima construtora civil", ou, "O meu primo é um excelente educador de infância", e aquilo que vos posso dizer é: muito bem, não tenho nada contra isso, mas eu nunca escolheria uma mulher para construir a minha casa, nem um homem para ajudar o meu filho a crescer. Por quê??? Porque respeito a História e a Estatística!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que acaba por ser caricata é o retrocesso que muitas vezes se verifica. Como vamos percebendo, as taxas de natalidade nos países em que estes movimentos se têm desenvolvido são cada vez menores, o que impacta directamente na redução da população activa. Mas aquilo que importa analisar são os incentivos reivindicados pelo sexo feminino para inverter esta tendência, tais como: alargamento da licença de maternidade, aumento dos subsídios atribuídos, maior flexibilidade de horários, (...). Ora, isto acaba por ser uma forma de retrocesso; se se reivindica uma igualdade de direitos de acesso a todos os cargos, devem aceitar-se as consequências que daí advêm, e a realidade é que o desempenho das mais altas funções nem sempre é compatível com ausências prolongadas, horários flexíveis, e por aí fora. É, aliás, curioso verificar que em muitos dos países nórdicos as mulheres estão novamente a afastar-se de posições que outrora ocuparam, por começarem a perceber os resultados perversos que o movimento de emancipação impensada acarretou, nomeadamente no que diz respeito à educação e formação das mais novas gerações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me querendo alongar mais, resta-me apenas terminar dizendo que, na minha opinião, a igualdade se pode atingir sem ser desta forma. Aquilo que importa é assegurar uma equivalência plena da cidadania, já que tudo o resto deve ser visto à luz da diferença que nos caracteriza, e isto aplica-se a ambos os lados. Um mundo civilizado não é aquele em que homens e mulheres fazem todos as mesmas coisas, mas sim aquele em que, percebendo e explorando as suas diferenças, se continuam a respeitar mutuamente a todos os níveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espero, sinceramente, não ser mal interpretado com este texto. Afinal, não pretendo que esta seja a visão certa do problema, mas antes, que seja a minha visão tornada pública e aberta à discussão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[P.S. Muito obrigado a todos os que têm perdido algum do seu precioso tempo a ler e comentar o que escrevo. Acredito que nem sempre seja a coisa mais elegante e simpática de se fazer!]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-3831738146223239990?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/3831738146223239990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/uma-equacao-de-membros-desiguais.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3831738146223239990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/3831738146223239990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/uma-equacao-de-membros-desiguais.html' title='Uma Equação de Membros Desiguais'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-6344285992615641585</id><published>2009-10-09T15:45:00.019Z</published><updated>2009-10-11T00:49:48.074Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física'/><title type='text'>"Faster Than The Speed Of Light"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, utilizei as 2,5 horas teóricas (perto de 3 reais) da viagem de comboio entre Lisboa e Aveiro para, no meu iPod, ouvir um interessante seminário do famoso Físico português João Magueijo. [A bom título biográfico, João Magueijo é licenciado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e tem um PhD pela Universidade de Cambridge. Neste momento, é professor no Imperial College, em Londres.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem me conhece mais de perto, sabe que nutro um enorme respeito por toda a Física Clássica, e um acentuado cepticismo por quase toda a Física Moderna. O seminário de hoje não podia vincar mais esta minha tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma questão que sempre me deixava intrigado nos tempos em que estudava Física era a supra-sumidade do valor da velocidade da luz... Qualquer fórmula popular tinha de incluir a constante "c" e o seu respectivo inultrapassável número. O meu mal-estar sempre se prendeu com o facto de ouvir dizer que "c" era a constante estrutural de toda a Física. Na verdade, nunca fui capaz de entender a razão pela qual a velocidade do som era só a velocidade do som, a velocidade de um Ferrari em auto-estrada era tão somente a velocidade de um Ferrari em auto-estrada, mas a velocidade da luz era o tecto dos tectos... A própria teoria da Relatividade de Einstein usa e abusa deste valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão que se coloca é: E se a velocidade da luz não for nada mais do que isso, algo possivelmente ultrapassável? Mais: será que a velocidade da luz é constante ao longo do tempo, ou, varia como tantas outras realidades terráqueas? É aliás nesta última que João Magueijo se centra, abordando um conjunto de académicos e teorias que propuseram uma velocidade da luz varável (&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;ariable &lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;peed of &lt;strong&gt;L&lt;/strong&gt;ight). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já todos percebemos que, quando estamos numa fila de trânsito, a velocidade do nosso carro &lt;em&gt;relativamente&lt;/em&gt; à do carro à nossa direita ou esquerda varia consoante aceleramos ou travamos... No entanto, e isto é que é estranho, a teoria da Relatividade define que, se o carro que se encontra ao nosso lado for um raio de luz, a nossa velocidade relativamente a ele é SEMPRE a mesma, independentemente de acelerarmos ou travarmos. Isto obviamente implica que passemos a perceber o espaço e o tempo de forma diferente. Mas aquilo que importa aqui é que, mais uma vez, uma das hipóteses que sustentam amplamente a teoria é a constância e limitação absoluta da velocidade da luz. Por quê???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É óbvio que tudo isto é bastante mais complexo do que trânsito em filas paralelas, mas, nem eu sou detentor de mais conhecimento que me permita ir mais além, nem tal é estritamente necessário para aqui poder deixar algum texto para reflectirmos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquilo que hoje fiquei a saber, e isso me deixou bastante mais aliviado, é que já muita gente inteligente começou a colocar em causa a constante "c", o que muita controvérsia tem gerado. Tudo isto porque a Física Moderna tem evoluído à custa da velocidade da luz, produzindo teorias que, a meu ver, mais se aproximam dos limites da Filosofia do que propriamente da Física. Aquilo que me parece é que deixámos de nos preocupar com questões fulcrais, como Newton bem o fez, e passámos a entrar numa dimensão completamente alienada da realidade, em que aquilo que se cria é de tal forma complexo e inverosímil (quando não mesmo incerto em termos matemáticos) que acaba por ser atacável por argumentos tão simples e concretos como este que aqui expus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de terminar o texto desta semana, quero só deixar bem claro que respeito todos aqueles que estudam e trabalham na Física Moderna, apenas não sou capaz de perceber a finalidade e verosimilhança daquilo que produzem. E afinal, não sou o único, Paul Dirac escreveu num paper que publicou em 1930, enquanto se encontrava na sua lua de mel &lt;em&gt;"One field of work in which there has been too much speculation is cosmology. There are very few hard facts to go on, but theoretical workers have been busy constructing various models for the universe, &lt;strong&gt;based on any assumptions that they fancy. The&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;se models are probably all wrong&lt;/strong&gt;".&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos, uma óptima semana!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-6344285992615641585?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/6344285992615641585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/faster-than-speed-of-light.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/6344285992615641585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/6344285992615641585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/10/faster-than-speed-of-light.html' title='&quot;Faster Than The Speed Of Light&quot;'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-7733445050342453566</id><published>2009-09-30T22:20:00.023Z</published><updated>2009-10-04T01:31:42.040Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Polítca'/><title type='text'>A política da Política</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de a minha avó me dizer que havia 3 coisas que eu nunca deveria discutir: futebol, religião, e política. Nunca aceitei o conselho para as duas primeiras, mas sempre o considerei valioso para esta última! No entanto, achei que este meu derradeiro ano enquanto &lt;em&gt;teenager&lt;/em&gt; devia ser pautado por esporádicas experiências desviantes, e então, decidi ontem que iria dedicar um dos meus &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;posts&lt;/span&gt; a escrever sobre Política!&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na verdade, nunca senti qualquer tipo de interesse espontâneo pelo assunto; gostava de ouvir as discussões à minha volta [na sua maioria contraproducentes], sabia os principais elementos e pontos de vista de cada partido, distinguia as cores e as bandeiras, mas não ia muito para além disso... Tentava saber o mínimo possível para fazer jus à nossa detenção imposta de personalidade jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter entrado para a faculdade, comecei, incidentalmente, a habituar-me aos debates quinzenais na Assembleia da República, generosamente transmitidos pela RTP... Ainda assim, continuei a aceitar o sábio conselho da minha avó!&lt;br /&gt;Com tantas semanas passadas a ouvir tais acesas discussões, comecei a tentar perceber o que era, afinal, a política, aliás, a política em Portugal. E foi já alguns meses depois, numa entrevista da SIC a Medina Carreira, que encontrei a resposta que mais me saciou... As palavras foram: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"...isto é uma fantochada sem nome...tudo isto é aparência, é tudo casca...nós não temos políticos com conteúdo...é uma aldrabice pegada de A a Z...é preciso é aparecer a dizer qualquer coisa, e depois, pronto, fica tudo para trás...tudo isto é, realmente, uma coisa que enoja qualquer cidadão..."&lt;/span&gt; e continuou de forma acérrima!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Honestamente, não conheço mais de 1% das intervenções deste jurista, nem pretendo sequer comentar ou defender aqui qualquer seu outro parecer que não seja este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias coisas que me irritam na forma como o sistema político está organizado em Portugal (ressalvo que não conheço de forma útil outros sistemas políticos europeus para estabelecer comparações ou emitir opiniões fundadas). Para o propósito desta reflexão, gostava de deixar apenas 3 pontos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;1.&lt;/span&gt; O estilo de debate no Hemiciclo é ridículo - 50% do que se diz é baseado em ataques pessoais e brigas infantis. Os debates são vistos como possibilidades férteis de crítica a tudo e todos e não de construção ideológica... Continuo a sonhar com o dia em que cada partido possa apresentar o seu projecto para determinado assunto e que prevaleça aquele que melhor for, quer seja este do BE ou do PNR [e como decidir qual o melhor? resultados produzidos pela sua aplicação em realidades externas, ou, estudos de impacto conduzidos de forma digna e independente]&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;2.&lt;/span&gt; Não importam quais as propostas que são feitas por qualquer partido, porque todas devem sempre ser rejeitadas pela oposição, independentemente das disposições ou conteúdo. Em muitas situações acaba mesmo por se verificar o exacerbar da demagogia: uma proposta previamente rejeitada por um partido acaba por constar mais tarde no seu próprio programa, ou, vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;3. &lt;/span&gt;Um político não se constrói, faz-se. Quer isto dizer que o mérito e a capacidade não são atributos privilegiados, mas antes, a presença assídua no evento X, no local Y, o bom relacionamento com o senhor Z, a boa crítica tornada pública ao desempenho de H, e muitas, muitas outras artimanhas que perturbam o mais pragmático cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volvida toda esta tempestade mental, vou dar-me por contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar, queria apenas deixar um público pedido de desculpas à minha avó. Já que falo de política, convém que seja um Exmo. Sr. Dr. pedido de desculpas.... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-7733445050342453566?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/7733445050342453566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/09/lembro-me-de-minha-avo-me-dizer-que.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/7733445050342453566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/7733445050342453566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/09/lembro-me-de-minha-avo-me-dizer-que.html' title='A política da Política'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8301516380587745796.post-1517924418853764767</id><published>2009-09-20T00:27:00.010Z</published><updated>2009-09-20T01:08:01.685Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TVI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gestão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rawls'/><title type='text'>"Crónica de uma Morte Anunciada"</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;CARÍSSIMOS MORTAIS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes de mais, considerem-se amplamente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;BEM-VINDOS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;Para começar a coisa, abracemos um pouco de mitologia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este blog não reconhece criação espontânea, nem sequer qualquer espécie de premeditação. É, afinal, um dos requisitos apresentados na avaliação de uma das cadeiras em que me encontro inscrito neste último ano da minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;licenciatura&lt;/span&gt;. Não, não foi um erro ter escolhido Sistemas de Informação, até porque o programa é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;interessantíssimo&lt;/span&gt;, e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;slides&lt;/span&gt; das aulas parecem tirados de uma apresentação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Steve&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Jobs&lt;/span&gt;... Outro pequeníssimo pormenor é o facto de ser uma cadeira de cariz obrigatório para a atribuição do grau de licenciado a um qualquer aluno do curso de Gestão da Faculdade de Economia da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;UNL&lt;/span&gt;. Em termos pragmáticos, se não criasse este blog passava o resto do semestre a trabalhar para uma cadeira com "nota-tecto" de 15.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outra coisa que convém ressalvar é que o conteúdo deste brinquedo não será objecto de qualquer tipo de avaliação, o que significa que isto tudo por si só vale 0, embora me dê acesso à discussão de 5 valores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E pronto, em termos histórico-contextuais estamos apresentados... [A parte boa da não-avaliação do blog é a liberdade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;rawlsiana&lt;/span&gt; que possuo de criar neologismos bacocos como "histórico-&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;contextuais&lt;/span&gt;" e "não-avaliação"]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;2. &lt;/span&gt;Passemos, agora, às regras do jogo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aquilo que me é pedido é que actualize este espaço pelo menos uma vez por semana. Quer isto dizer que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;periodicidade&lt;/span&gt; da minha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;postagem&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; será potencialmente volátil, coincidindo a sua maior ou menor frequência com tempos mais ou menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;caóticos&lt;/span&gt;, respectivamente, em termos de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Neste momento, não tenho nenhum projecto estritamente bem definido para aquilo que por aqui vou fazer, até porque, como refiro no topo desta página, será basicamente focado em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;trivia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;... Assim, a ideia será ir escrevendo sobre muitos e variados assuntos, dependendo a sua natureza da qualidade do jornal nacional de sexta-feira da TVI... [&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Ups&lt;/span&gt;...! Lembrei-me agora que acabou!]... Bem, mas não interessa... Haverá certamente outras fontes prodigiosas de informação ao meu dispor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto a regras, estamos falados!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;3. &lt;/span&gt;Posto isto, e já em gesto final, resta-me dizer que este é um blog também aberto às opiniões de quem por aqui despender algum do seu tempo, e que estará integralmente disponível a todas as posições munidas de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;QI&lt;/span&gt; (Quociente de Interesse) igual ou superior a 10 (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;out&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;of&lt;/span&gt; 20).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero realçar que nem sempre deverei ser levado demasiado a sério com o que escrevo, ainda que deva deixar bem claro que qualquer possível violação de qualquer tipo de integridade, aqui constante, é de minha inteira e assumida responsabilidade! [Esta última frase serve apenas para dar um ar mais sério à coisa, mas não deixa de ser pura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;treta&lt;/span&gt;]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E pronto, assim dou por concluído o meu pontapé de saída para este projecto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenham uma óptima semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8301516380587745796-1517924418853764767?l=broberry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://broberry.blogspot.com/feeds/1517924418853764767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/09/cronica-de-uma-morte-anunciada_20.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/1517924418853764767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8301516380587745796/posts/default/1517924418853764767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://broberry.blogspot.com/2009/09/cronica-de-uma-morte-anunciada_20.html' title='&quot;Crónica de uma Morte Anunciada&quot;'/><author><name>Mário Mateiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05602341379719311024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
